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Política
“Fake news não começaram com Trump, mas com Dilma em 2014”
08/05/2018 às 15:22 / hora de Brasília

Em entrevista à emissora alemã DW, na Inglaterra, a pré-candidata à Presidência da República Marina Silva rechaça críticas de que só apareceria em momentos eleitorais. Ela ainda afirma ter sido vítima de uma campanha de desconstrução de imagem por parte do PT.

Pré-candidata, a ex-ministra Marina Silva afirma que pretende conduzir uma campanha apoiada no diálogo e na troca de ideias e rechaça críticas sobre o que seria uma falta de posicionamento sua sobre temas correntes e de aparecer apenas em momentos eleitorais.

Ela disse que tais acusações são resultado de um processo de “desconstrução de imagem” promovido pela campanha da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2014.

A cinco meses do primeiro turno, Marina aparece com até 15% das intenções de voto em pesquisas.

A emissora alemã incitou, durante a entrevista, declarações de Marina com relação à uma eleição em 2018 marcada pelo diálogo e pela troca de ideias, que surgem no momento em que os dois candidatos líderes nas pesquisas (o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado Jair Bolsonaro) fazem campanhas “personalistas”.

Sobre o assunto, a presidenciável afirmou que “difícil é dizer uma coisa e fazer outra”, uma vez que ela diz “ver” os partidos fazendo isso. “Defendem a democracia, mas acabam sendo violentos, contam mentiras e espalham fake news. As fake news não foram iniciadas com o Trump. Foram iniciadas com a campanha da Dilma em 2014 contra mim”, declarou.

Com relação às críticas que apontam sua falta de posicionamento sobre temas correntes e por “só aparecer em momentos eleitorais”, Marina diz que os “críticos são os mesmos que fizeram a minha desconstrução em 2014“.

Veterana de duas campanhas eleitorais à Presidência – 2010 e 2014 – Marina vai disputar as eleições desta vez pela Rede, o partido criado por ela em 2015.

Ainda com uma bancada reduzida, a sigla acabou sendo contemplada com uma fatia ínfima do recém-criado fundo público de campanhas: vai contar inicialmente com apenas R$ 10 milhões – contra os mais de R$ 200 milhões do PT ou do PMDB. Também só vai ter dez segundos de tempo na TV.

Enquanto participava do Brazil Forum UK. A conferência, organizada por estudantes brasileiros de várias universidades britânicas, teve como tema neste ano os 30 anos da Constituição de 1988. Também participaram do evento o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso e a ex-presidente Dilma.

DW